COLUMBANO

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De qualquer modo, este jovem já começa a não se parecer nada com os metres nem com os outros artistas da sua idade. E o seu mal, para o meio, será não ser igual a todos, ter muita personalidade, evitar a dureza do desenho que já substitui directamente pela mancha - essa macha terrosa e de esverdeados sujos, feios para os olhos a eles mal habituados, que uns julgam ser consequência de daltonismo ou pecado incipiente miopia, e outros simples forma de imperícia e mau gosto.

Para uns e outros, desenho é coisa independente da mancha. Aquele claro-escuro que ele começa a usar, sem lápis nem carvão, não convence os críticos e muito menos o público. Querem-no lilpído, transparente, radiologista do esqueleto da pintura, feita em cima da estrutura do  desenho.

in Columbano estudo crítico de Manuela de Azevedo


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