Público

O público é uma sombra. Passo muito tempo a pensar nesta massa anónima. Que escolha faço como criador. É um vector sempre presente num diálogo criativo. Consigo-o ver de perto poucas vezes. Quando falamos no final dos espectáculos. Como por exemplo em Almada com a primeira fila repleta de putos de seis anos com o sonho de virem um dia a dançar. Ou como ontem numa sala em si própria emocional, quando vêem ter contigo, nervosos, e choram compulsivamente e se agarram a ti. Essa sombra é o espaço da emocionalidade. O espaço onde te despes de ti próprio e sentes emoções que são a razão de seres humano.


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