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Útero - Associaçăo Cultural é dirigido por Catarina Felix, Miguel Moreira, Romeu Runa e Sandra Rosado.

 O que caracteriza, entăo, o Útero, em primeiro lugar, é obviamente a sua direcçăo artística. A par dessa, surge a dramaturgia. O trabalho de dramaturgia no Útero é fundamental para aquilo que define o seu trabalho. Uma dramaturgia sólida que escuta os meios que fazem e definem a criaçăo teatral e em última análise a criaçăo artística. Uma dramaturgia atenta, por isso, às propostas de toda a equipa e, do mesmo modo (regra básica da reciprocidade), que é exigente áquilo que é desenvolvido por essa mesma equipa. Num estilo de criaçăo em que é sempre dado ęnfase áquilo que se realiza diariamente, năo poderia ser de outra maneira. Nesse sentido, o trabalho dramatúrgico năo é desenvolvido por um elemento omnipresente e omnipotente, mas sim por todos os que diariamente se implicam na criaçăo. Obviamente que existe - terá de existir sempre - alguém que tece e ordena esse trabalho para que năo se dilua nem se perca em imensas possibilidades de leitura. Alguém que procura a verdade, năo com o intuito de a afirmar, mas com a vontade de que seja almejada pelos demais - equipa e público.

 A dramaturgia no Útero é por isso a elaboraçăo de um sistema vivo que vai desde as definiçőes estruturais teóricas, filosóficas, estéticas, históricas até à respiraçăo do actor ou as texturas de um figurino.

 Outro ponto que caracteriza o Útero é o processo de criaçăo. Neste se define o objecto final, aliando matéria e forma numa única expressăo. Um processo năo é imposto é sugerido e fundamentado pela realidade tal como ela se vai processando etapa a etapa. Năo é um contínuo para um culminar final, antes é uma obra que tem de afirmar-se em todo o processo da sua feitura. Por isso nunca é estanque, nunca é linear. É a procura de uma linguagem que se justifique perante os corpos, o texto, o cenário e todos os outros materiais que se considerem vitais para acontecer esse objecto teatral final.

O que quer dizer que o que faz um processo começar é uma ideia à procura da sua expressăo. E, por muito completa que seja a ideia, a sua expressăo depende de variadíssimos elementos. É a esses que o processo tem de estar atento sob o risco de toda a ideia se perder. Daí que seja crucial năo tomar o processo de criaçăo como um meio para atingir um fim. Pois, embora no final se resuma a isso, sendo tomado como tal colocará totalmente em causa esse mesmo fim. O processo no Útero faz-se pelo respeito áquilo que se está a querer cumprir, com a noçăo da importância vital de cada um dos momentos para esse mesmo cumprimento.

 Esteticamente, o Útero distingue-se. O teatro/Dança que fazemos tem particularidades que năo se confundem. No entanto, a pretensăo de ser original é apenas isso. Nada se repete, mas năo se inventa nada de novo. Ser autęntico năo é argumento suficiente. Ser visceral também năo. Esteticamente, o Útero conseguiu criar nos últimos anos diversas expressőes de uma mesma linguagem. Perguntar que linguagem é essa é nossa tarefa, mesmo que a intuamos com grande precisăo. Responder que linguagem é essa é tarefa dos teóricos e da crítica do nosso tempo. Năo pretendemos ignorar a pergunta - pois é ela também o nosso motor - mas năo podemos respondę-la sob pena de incorrermos no pecado da fórmula. De facto, resume-se a isso: o Útero tem uma linguagem estética inequívoca, mas năo podemos (ou năo sabemos) felizmente formulá-la.

 As equipas de criaçăo săo outra marca distintiva do Útero. Apesar de haver elementos que permanecem e que ciclicamente regressam ao Útero, existe também uma tendęncia sistemática de abertura a novos elementos. Essa abertura traduz-se igualmente pela procura de elementos que representem mais-valias para o próprio processo , pelas diferentes áreas em que estăo envolvidos. Normalmente, no Útero, além dos profissionais do teatro/Dança, abrem-se portas a artistas de outras áreas, com outras sensibilidades, que enriquecem inevitavelmente todo o processo de criaçăo.

 No panorama das Artes do Espectáculo, o Útero caracteriza-se ainda pela tentativa de procurar mais da arte do que as regras previamente impostas que os ditam. 

Ana Vicente 

Miguel Moreira

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Catarina Felix

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