Co-produções


Madrugadas - Proução Teatro O Bando numa colaboração com vários grupos de artistas.

Na noite de 24 de Abril de 1999 decorreu no Terreiro do Paço em Lisboa o espectáculo "Madrugada" uma criação do Teatro o bando iniciativa da Câmara Municial de Lisboa para comemorar o 25º Aniversário da Revolução dos Cravos.

O Terreiro do Paço foi um palco gigantesco, 40 veículos estacionados na praça, habitados por famílias, 48 grupos de agitação transmitiram a inquietação das "operações clandestinas" durante as ditaduras militares.

Nas fachadas dos edificios do Terreiro do Paço são projectadas macro-imagens, que empreendem uma narrativa dos 48 anos que precederam a Revolução de Abril e dos 25 anos que lhe seguiram.

Á meia noite rompe a madrugada de Abril. Uma explosão de cor inunda a praça. Milhares de bandeiras são agitadas por populares que gritam liberdade. Abrem-se as janelas. A música ganha uma imensa dimensão de festa. 

O povo sai à rua. Vivem-se e celebram-se as conquistas de Abril.

Grupo  de agitação Útero

Direcção - Miguel Moreira

Com - Pepe Velasco/Maria João Garcia/ Clara Marchana

 

 
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De Um Lado Oculto -  Produção Teatro o Bando

Direcção - Bibi Gomes e Miguel Moreira

Intérpretes/co-criadores - Adelaide João, Antónia Terrinha, Bibi Gomes, Carlos António, Carla Ribeiro, Felix Lozano, Miguel Moreira

Luz - Celestino Verdades

 

Peça criada com Teatro O Bando. Estreada ao ar livre no pequeno quintal do Teatro Taborda, em Lisboa. Numa situação extrema as personagens revelam-se, confessando-se umas às outras. 

Este espectáculo surge da vontade dos actores dirigirem ideias (urgências) que tenham acumulado ao longo dos trabalhos feitos no grupo, e da necessidade de agora poder concretizá-las. A vontade também de criar um objecto livre das exigências comuns de serem um objecto acabado. Para isso iniciámos uma pesquisa como forma de acharmos o pressuposto e as ideias que seriam a base para o início do trabalho. Desta pesquisa nasceu a ideia de nos congelarmos. Era urgente a congelação. Em que é que consistia ? Pormos a cabeça num congelador durante cinco, dez minutos e sairmos cá para fora e ver o que nos acontecia. Ao mesmo tempo acompanhou-nos a ideia da noite, da reciclagem, de uma aculturação e de uma incorporação de uma nova ideia de vida, que nos leva imediatamente a uma fuga das regras e vivências do quotidiano.

 

Miguel Moreira e Bibi Gomes

 

VALSA LENTA -Co-produção com Podewill/Berlin

 

Encenação - Heinz Grasmück / Miguel Moreira

Realização - António Ferreira

Actores / Bailarinos - Carlos António / Santiago Cal / Valla Chesnais-Makarov / Harry Hauber / Carsten Holle / Martin Kasper / Ricardo Meneses / David Monteiro / Miguel Moreira

Montagem - Dörte Schneider

Cenários e Figurinos - Santiago Cal

Desenho de Luz - Celestino Verdades

Assistência de Encenação - Júlia Correia

Assistência de Coreografia - David Monteiro

Produção - Tatjana Petersen

Uma produção ÚTERO

Em Co-Produção com BERLIN PODEWIL – Centro das Artes Contemporâneas

 

Apoios:

M/C – IPAE

Instituto Alemão

Lufthansa

União Europeia

O ROUXINOL DA IGREJA CATÓLICA - Co-produção com Stone/Castro

 

Valsa Lenta faz parte de um trabalho conjunto iniciado em 1999, na Alemanha com www.zauberg.org (a partir do romance Montanha Mágica de Thomas Mann).

 

Estes projectos procuram explorar as potencialidades oferecidas pelas novas tecnologias não só na divulgação de produções literárias como também no desenvolvimento de produções artísticas originais.

 

Pretende-se provocar uma relação interactiva entre os utilizadores da rede, os espaços virtuais e os bailarinos e actores neles encenados. O Teatro Experimental toma posições perante as transformações actuais e procura uma síntese produtiva entre Cultura e Técnica. O resultado é um produto Art-Tech que combina competência técnica e criatividade artística.

 

Este mundo “encenado” é um mundo virtual, paralelamente ao mundo da técnica médica, da realidade dos exames e da exploração do corpo. Real e Irreal confundem-se, assim como lugares reais e irreais se transformam uns nos outros: de um hospital psiquiátrico resulta Valsa Lenta; do espaço virtual resulta numa forma de Teatro Virtual, no qual cada um leva a cabo a encenação do próprio corpo.

 

O Espaço Ginjal é a segunda estação da série de projectos www.zauberberg.org, com a encenação a partir da novela De Profundis – Valsa Lenta de José Cardoso Pires (1997), obra que no prefácio faz referência a A Montanha Mágica de Thomas Mann.

 

No centro da narrativa encontra-se um escritor, o qual, em consequência de um acidente vascular cerebral, e por um curto período de tempo, perde a memória. A doença torna-se um sintoma social: a perda de memória torna necessário o treino comunicativo do relembrar: uma valsa lenta, uma aproximação (dança) passo a passo à própria personalidade e ao meio envolvente.

 

O espectáculo “Valsa Lenta” tematiza um fenómeno actual: o significado tecnológico da pesquisa do cérebro como ciência de fundo para o desenvolvimento de computadores e da inteligência artificial.

 

Um paralelo à amnésia e reabilitação da memória é o medo, na mudança do século, da perda de dados: apagar e reproduzir ficheiros como metáfora a uma memória cultural ameaçada pela perda.

 

Estreado no Festival Orgax X 2001

 

Amor Cru - co-produção com Susana Vidal

Quanto mais altos forem os seus saltos e mais volumoso o seu cabelo maior será o seu êxito na cozinha. Leve as cuecas sujas de dois ou três dias de preferência. Pode também adquiri-las pelo valor de 20 €. Tente mostrar que o seu corpo sofre mutações animais, isto é importante para a parte das carícias. Nunca diga estas palavras no momento de cozinhar o prato: os sentimentos atrasam, as paixões atrasam, as intuições atrasam.

................................................Pausa

No fundo, querer cozinhar neste momento é uma boa forma de enganar as pessoas, mas de nos divertir  no fundo durante a elaboração de um prato, que no fundo não é exótico, mas que bem disfarçado, no fundo,  ninguém dará conta da diferença.

 

FICHA TÉCNICA

Encenação : Susana Vidal

Texto: Susana Vidal.

Interpretação: Carla Ribeiro, Sara de Castro, Susana Vidal.

Sonoplastia, Luz e Espaço Cénico: David Palma, Eric Costa,

com a colaboração especial de Alberto Lopes.

Técnica vocal: Teresa Lima.

Produção: Útero Associação Cultural/Susana Vidal

Fotografias: Nuno Patinho e Pilar Mayorgas

Made In Éden - Co-produção com companhia João Garcia Miguel

A velocidade tornou-se uma obsessão. Sinto no entanto os seus efeitos como um desafio, um sabor que se espraia pelo corpo lentamente, como um animal que se espreguiça por dentro de outro animal. Um ocupante desejado e estranho em simultâneo, que se desdobra continuamente e pronuncia um monólogo incessante. Vozes soltas à solta dentro de um corpo. Vozes desordem que lutam por uma sombra, por uma parede onde ecoar. Aos poucos outros ocupantes vão perdendo o medo levantam-se dos escombros sacodem o pó e falam a medo primeiro, com alegria depois, a surpresa de estarem vivos a que se sucede o desejo infantil de tudo experimentar, de tudo querer, de tudo destruir. As pedras substituem as palavras e os risos são facas e carícias, cortam e chocam, deixam passar a corrente, golfadas pequenas, pontapés e pelos eriçados. A Guerra começou aonde?

JGM

Texto a partir de Estilhaços de Adolfo Luxúria Canibal
Encenação e Dramaturgia| João Garcia Miguel
Coaching | Miguel Moreira
Interpretação | Luís Guerra | Sara de Castro | Tânia Carvalho
Cenografia | Mantos e Pedro Santos
Figurinos | Miguel Moreira e Elsa Lima
Música | Sérgio Martins e Rui Lima
Fotografia | Miguel Nicolau
Colaboração no desenho de luz | João Cachulo
Operação de Luz e Vídeo | Luís Bombico e Paulo Alface | Várias Cenas
Participação artística especial | João Brites

Grafismo - Sofia Pimentão

Produção Executiva | Marta Vieira

Co-Produção | JGM | Útero | O Bando | Casa D’Os Dias da Água | O Espaço do Tempo

Residência Artística | Convento da Saudação em Montemor-o-Novo
Estruturas Financiadas | Ministério da Cultura | Direcção-Geral das Artes


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Orfeu Ed Euridice - Co-rpodução com Compasso

ORFEU ED EURIDICE
de Christoph Willibald Gluck

O mito de Orfeu, do Amor que transcende a própria morte, é um dos mitos fundadores mais recorrentes na literatura de todos os povos, épocas e idades.
Orfeu é um simples mortal, um músico de excepção que, por amor de Euridice, desce aos infernos, enfrenta as Fúrias e todos os demónios para a resgatar de entre as sombras.
Os deuses concedem-lhe tal façanha com uma condição, porém – enquanto durar a sua ascensão ao mundo dos vivos não pode Orfeu olhar a sua amada nem corresponder às suas súplicas de afecto. Esta prova revela-se demasiado cruel, pois que Euridice não mais crê que Orfeu a ame e, assim, não pretende regressar.
Orfeu cede mas, ainda mal lhe toca e já ela se desvanece, de novo no reino subterrâneo. Não haverá então mais esperança para os dois enamorados?
Toda a acção é controlada, como num jogo, pelo demiurgo Cupido, de cuja poderosa magia e só dela vai depender o desfecho da ópera.

Direcção Musical | Luís Cunha
Encenação | Miguel Moreira
Libreto | José Luís Peixoto

Euridice | Natasa Sibalic
Orfeu | Juliana Mauger
Amor | Miguel Freire, Sabri Lucas

Performers | Vânia Vaz, Félix Lozano
Músicos | Luís Pacheco Cunha, Anne Victorino d’Almeida, Daniela Brito, Joana Bagulho, Inês Andrade
Guarda-Roupa | Dino Alves
Maquilhagem | Jorge Bragada
Design e Vídeo | Sofia Pimentão

Direcção de Produção | Henrique Figueiredo
Assistência de Produção | Lígia Teixeira

Co-Produção | Compasso / Útero

Projecto financiado por DGArtes / MC

Apoiado por Land – território.artes, Dino Alves, Casa Castanheira, Ateneu de Lisboa, Cruzada, Teatro da Trindade/Inatel

Crucificado - co-produção com Teatro O Bando

http://www.youtube.com/watch?v=9uqL9TBtwiA

a partir de Memórias de Uma Tia Tonta e outros textos de NATÁLIA CORREIA

Dramaturgia e Encenação MIGUEL MOREIRA e JOÃO BRITES

Composição Musical JORGE SALGUEIRO

Espaço Cénico RUI FRANCISCO

Apoio à Oralidade TERESA LIMA

Figurinos e Adereços CLARA BENTO

Desenho de Luz JOÃO CACHULO 


Sonoplastia e Desenho de Som RUI BENTES

Vídeo SOFIA PIMENTÃO

Interpretação ADELAIDE JOÃO, GUILHERME NORONHA, PAULA SÓ, SÍLVIA ALMEIDA e FILIPE LUZ

Músicos FERNANDO PERNAS, ANA SOFIA MACEDO, JACINTO SANTOS e JOSÉ CARINHAS

 

O caminho. Qual o caminho e se ele ainda existe. os caminhos são mais
que sonhos, são apostas, são trabalho, são o querer estar desta forma
e não de outra, são a luta.
Aqui, no Bando, descobri desde o primeiro dia que o único caminho
possível no mundo é o da militância e da inscrição na sociedade onde
desde que nascemos estamos inseridos. Porque os caminhos reais com o
tempo ficam apagados, como nos diz o Isac no documentário da peça. O
tempo brinca com os caminhos, porque o tempo tem fim.
Criamos no tempo porque procuramos uma identidade e questionamos o que somos neste mundo. Partilhamos estas inquietações com o público.
A ideologia e a fé de mãos cerradas a acreditar que o mundo um dia
terá outro rumo. Outro lugar. Que o mundo, também ele, terá um caminho.
O desafio do João a quem posso chamar irmão, companheiro é um olhar diferente um para o outro - O que é que tu pensas que me faz pensar?
A arte pode não mudar o mundo mas aponta-nos caminhos possíveis de
revolta e inquietação e foi nesse lugar que o João escolheu partilhar
a sua vida connosco.
Este encontro no vale adquire um lado mágico. A magia presente nos
encontros e no traçar utópico de caminhos. Dos actores que apontam
sempre caminhos em todos nós. A Adelaide João, uma mulher com quem tenho conseguido pensar outros lugares. A Paula Só no seu fascinante desafio à loucura e à expressão teatral. É pois um momento de encontros e desafios. Com novos actores o Guilherme, A Sílvia e o
Filipe. Com a equipa do Útero que me tem seguido. A Sofia, O Jorge
(Meu pai), O Rui Bentes. Com toda a equipa calorosa do Bando.
Um encontro mais distante fisicamente, mas intenso nas palavras de
Natália Correia que soube em vida traçar caminhos a direito.
Nesta necessidade sentida de liberdade e de libertação de valores
ainda presos a tempos distantes acreditamos que um dia saberemos viver essa liberdade para além do seu conceito mas com uma real sintonia como nosso corpo e tudo aquilo que de uma forma inconsciente habita dentro de nós.
Neste regresso a casa ainda sinto a necessidade do grito.

 

Miguel Moreira

 

As igrejas não chegam para dar vazão às nossas rezas. Sairemos para a rua num cortejo, atearemos a noite com a melodia intempestiva da nossa prece popular, folclórica e pagã. Não é uma escavadora persistente que há-de abrir a nossa cova nem a santíssima trindade política que nos roubará esta loucura. Chegou finalmente o dia? Queremos cortar caminhos e amarras e rotinas. Queremos errar, porque o nosso verbo é o verbo ir. Queremos fugir a fingir que somos livres dessa cruz que carregamos. Mas prisioneiros somos nós todos ó crucificados, prisioneiros do silêncio como gatos e ratos.

 

João Brites

 

 

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