2006 - Maria


Direcção -  Miguel Moreira

Assistência/ Direcção - Sara de Castro

Construção de objecto cenográfico/ programação - Hélder Cardoso

Co-criação e interpretação – Joana Bergano

Interpretação - Catarina felix/Sandra Rosado

Música Original - Bentes

Acompanhamento Dramaturgico – Rui Horta

Grafismo – Sofia Pimentão

 

Memória Descritiva:

O Útero na escola, no teatro, na rua, no pátio.

A vontade de “Invadir a escola” ou chegar a adolescentes, em idade escolar, com o nosso projecto artístico foi uma evolução do grupo no sentido de uma intervenção mais directa na comunidade.

Acreditamos que os alunos, em confronto com diferentes linguagens artísticas e com o espaço plural que é habitado por toda a criação contemporânea, se transformarão em mulheres e homens com uma maior sensibilidade e uma maior tolerância e sentido crítico na sua relação com os outros e com o mundo.

 

A relação estabelecida com “O Espaço do Tempo” dirigido por Rui Horta permitiu-nos entrar nesta nova etapa, com uma maior qualidade em todas as fases do trabalho necessárias a uma nova criação. Reflectiu-se na finalização da primeira criação para as escolas – “Maria”.

 

“Maria” foi o balão de ensaio. Tentámos habitar a peça de espaços que pensamos ser tão inquietantes para um adulto como para um adolescente. Questões como a identidade, a liberdade, a tecnologia, o amor, que povoam todo o nosso imaginário neste começo de um novo século.

Por exemplo, perceber e questionar o espaço que ocupamos, quem somos e que relação temos e queremos construir com os outros. Qual o nosso sentido crítico em relação àquilo que nos rodeia, perto de nós, na nossa cidade ou mesmo como na peça “Maria”, no mundo que nos é dado descobrir a partir de emails de uma amiga palestiniana que Maria conhece num chat na internet.

 

“Maria” foi representado em inúmeras escolas para mais de dois mil alunos. Essa experiência vivida em mais de cem espectáculos fez-nos reconhecer que este seria um pilar do grupo para os próximos anos.

 

O crescimento deste projecto só foi possível com a procura de novos parceiros, neste caso o Teatro Nacional D. Maria II e o Teatro de Vila Real, que se associaram a nós nesta aventura.

 

Miguel Moreira


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