2011 - The Old King

Defendemos a ideia de salto, de uma nova fase, de um encontro com o desconhecido. Nos nossos dias, a ideia de movimento é contrária à iniciada no movimento Futurista. No início do século XX, essa era uma ideia peregrina, revolucionária. Uma forma de exaltação e liberdade. Hoje, a ideia de movimento está demasiado ligada à ideia de continuação. Ao estarmos imersos, tristes, continuarmos é a solução. Continuamos para permanecermos vivos, para sobrevivermos, para não nos exluirmos, para não sentirmos o fim da linha. Como um atleta que corre no limite do seu esforço mesmo sabendo que não vai ficar nos primeiros lugares. Parece que o facto de participar, faz nascer nele um sentimento de missão cumprida associado ao esforço e à dedicação. Neste encontro com a vida, este homem, sente ser fundamental participar, fazer parte do grupo. Negamos toda esta concepção. Continuarmos não faz sentido se não for para nos interrogarmos constantemente, se não for para nos entregarmos à inquietação, se não for para saltarmos para o desconhecido.

A dificuldade desse salto para o vazio representa para nós o salto para a vida. O salto de Klein é a revolução que continuamente temos que fazer em nós. A rua está deserta, esta é uma decisão individual, é um abraço ao mundo. A incerteza faz deste salto corajoso o exemplo. Mesmo que seja falhado não parece um salto fatal. A alternativa ao movimento não é a paragem, é o salto. Uma afirmação de poder. Uma fuga ao martírio, à vitimização. Um apelo à decisão, à coragem, à celebração da existência e da criação

 


Créditos

Criação: Miguel Moreira from a photography of Daniel Blaufuks

Co-criação e interpretação: Romeu Runa

Música: Pedro Carneiro

Figurino: Dino Alves

Desenho de luz: João Garcia Miguel

Coaching: Alain Platel

Assistente de direcção: Catarina Félix

Colaboração: Sandra Rosado, Jorge Moreira

Video (performance) Sofia Pimentão

Vídeo e filme (da performance) Nuno Félix & team

Fotografia: Helena Gonçalves 


The Old King

Residências artísticas: Uferstudios (Berlin), Teatro Camões/CNB (Lisboa), S3 at les ballets C de la B

Co.produção: CNB/Teatro Camões, Teatro-Cine em Torres Vedras, Centro Cultural Município do Cartaxo, Centro Cultural Vila Flor, Teatro Municipal de Faro, La Rose des Vents Scène nationale Lille Métropole (Villeneuve d'Ascq), TorinoDanza
avec le soutien de la Ville de Gand, de la Province de la Flandre-Orientale et des Autorités flamandes

Suporte MC/Direcção Geral das Artes, Uferstudios in Berlin; Câmara Municipal de Almada; Espaço do Tempo

Pos-produção  e tour: les ballets C de la B

Apoio Instituto Camões

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